A Prefeitura de Apucarana promoveu na manhã desta segunda-feira(03), uma demonstração da arma não letal que será utilizada pelos Guardas Municipais de Apucarana. A Arma denominada Taser, emite eletrochoque e foi testada em voluntários nas dependências do Ginásio Lagoão.
A pedido do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan), a representante da empresa fabricante no Brasil, com sede em Porto Alegre, enviou ao município um técnico que, comandou a demonstração real do armamento, e orientou sobre as formas de uso, vantagens e eficácia do aparelho, que é orçado em R$1,3 mil cada.
A compra de algumas unidades já foi autorizada pelo prefeito e será custeada com recursos provenientes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Governo Federal. Segundo o técnico Elton Clemente Júnior, existem no Brasil hoje cerca de 7 mil armas taser e somente dois casos de supostos abusos estão sendo investigados. “Nos EUA e na Europa ela já é utilizada em larga escala, o Brasil está descobrindo agora as vantagens desta arma não letal, mas com a questão da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, a tendência é de crescimento”, comentou.
Desenvolvido por cientistas, médicos e policiais, a “taser” libera uma descarga elétrica a fim de imobilizar uma pessoa momentaneamente. Semelhante a uma pistola, os impulsos elétricos não são os mesmos que circulam nas tomadas, mas semelhantes a impulsos emitidos pelo sistema nervoso humano, causando uma contração incontrolável do tecido muscular da pessoa atingida. As ondas paralisam a vítima por pelo menos 5 segundos, interrompendo a comunicação do cérebro com o corpo.
O dispositivo pode ser utilizado mediante o contato direto do equipamento com o agressor ou pelo lançamento de dardos energizados a uma distância, tarefa facilitada por uma mira laser. “A gente fica realmente paralisado, parece que é uma eternidade”, disse o radialista José Lourival Ciriaco, que foi o primeiro corajoso voluntário a testar a eficácia do armamento. O representante da Seguritec frisou que o impulso elétrico emitido é apenas para mobilizar e mesmo que o agente descarregue todo o potencial da arma na pessoa, não é o suficiente para causar algum mal maior.
Um outro voluntário a tomar um “tiro” foi o gerente de Segurança e Trânsito do Idepplan, José Luiz Alves Miguel, que salientou ainda que o fornecedor que efetivar a venda do produto ao município “terá que oferecer treinamento de capacitação dos guardas municipais para utilização correta do armamento”.
A demonstração da taser foi prestigiada ainda pelo tenente-coronel Antônio Maciel de Oliveira, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (10º BPM). Outras informações podem ser obtidas pelo site www.seguritec.com.br.
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